terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Começo do fim. Sou jornalista.


Não. Pode tentar. Não há como saber a sensação do que eu vivi. Só quem passa sabe do que se trata. Um sentimento de fim , de começo, de angústia ... é inenarrável. Fiquei diante de um banca para garantir o que há 4 anos eu tento: meu diploma. Confesso que achei que estaria mais tranquila, nunca tive problemas em apresentar trabalhos, em falar em público, mas ali, na apresentação da minha monografia eu perdi os sentidos. Só meus amigos que estavam lá sabem ao que me refiro.


Não foi fácil. Minutos antes da apresentação eu pensei: "não vou conseguir falar, não adianta". Aí lembrei das gurias falando "ninguém sabe mais disso do que tu, tu vai conseguir, nós confiamos em ti". Foi então que respirei fundo e com essas energias positivas começei a falar. E falei com amor, com paixão, com amor ao meu trabalho. E confesso que minha paixão era verdadeira. Falei, falei, falei . Minhas mãos suavam, eu olhava para os lados e via o prazer e os olhos brilhando dos meus amigos e ganhava gás, ganhava força.


Pronto acabou. Discurssei e agora é só escutar. A banca falando e meu coração pulsando (pensava "eles estão falando demais, vão me dar 7, ai meu Deus"). Abaixo de muito nervosismo escutava o que eles diziam, e chegou uma hora que eu vi a banca de forma arredondada. Hora que fiquei tonta. Aí olhei pra Rita e ela fez um sinal do tipo "não da bola". Me acalmei de novo.


Hora de eu voltar a falar. Respondi os dois questionamentos, me prôpus a arrumar o que eles pediram e por fim, respirei aliviada. Nossa ... foi. Era aquele povo me abraçando, me beijando. Como foi importante isso pra mim. Saímos e tinha mais gente lá fora , me esperando, pra mais beijos e abraços, verdadeiros.


Enquanto a banca decidia meu futuro o pessoal tentava me acalmar lá fora. Eles foram tudo pra mim naquele momento. Vocês podem não imaginar, mas foram mesmo. Minha família tava longe, e vocês foram minha família naquela hora. Lindo, eu nunca vou esquecer disso.


"Laura vem aqui", chamou a minha orientadora. Era hora da nota final. E entrou aquele povo tudo junto. "Laura, parabéns tu está aprovada com nota 9".


Eu não gritei, quem gritou foi o meus amigos loucos. Quando vi a Pati chorando, começei a desmoronar também. O Bebeto me abraçou e disse "agora somos colegas". Que choque escutar isso.


Depois a comemoração ficou por conta do Ponto de Cinema, com direito a parabéns, balões e bolo. Pra mim, pra Pri e pro Ricardo. Meus colegas de profissão agora. Meus amigos queridos.


Só tenho a agradecer aos meus amigões que foram lá me apoiar, que aguentaram o chá de cadeira e torceram por mim. Yna, Grazi, Cris, Rita, Pati, Jú, Cabrito, Matheus. Com certeza vocês me deram a energia que eu precisava. Aos que estavam longe, meu sincero agradecimento também.


Pé na estrada. Chega de vidinha Laura. " Minha jangada vai cair no mar .... vou trabalhar, meu bem querer"


Fim.


4 comentários:

Patrícia Lemos disse...

Adivinha? Chorei de novo lendo o post. Ai guria, além de lembrar tudo que eu passei há dois anos, também não há como explicar tamanha felicidade em ver uma amiga tornar-se colega, passando pelo mesmo caminho. Juro, que a cada palavra tua que ouvi atrás da porta, imaginava até teu vermelhão. Rezei, xinguei a banca, mas sempre tive a certeza que reconheceriam a tua segurança e competência sem igual.

Te amo migammm!

thiele disse...

É amiga, me bateu um arrepiu e algumas lágrimas caíram ao ler tuas palavras. Uma sensação de orgulho e admiração! Estou muito feliz por ti... PARABÉNSSS. OS MEUS VOTOS SÃO OS MAIS SINCEROS! TE AMO

Rita disse...

Puro orgulho de ter participado deste momento. Senti angustia, medo e depois mta alegria, nessas horas que a gente vê o quanto ama um amigo. Sou tua fã jornalista!!!!
bjos

Dani Morel disse...

Uhhhuuull.Parabéns Laura,por esta conquista e muito sucesso nessa nova caminhada que se inicia!Foi um prazer te conhecer!
Com admirações,Dani Morel