domingo, 13 de setembro de 2009

Nostalgia boa essa!


Foi o tempo em que o bom era jaqueta jeans no inverno pra mostrar a barriguinha sarada, que a gente não gostava de ir às festinhas com o pai e com a mãe e que preferia que eles nos largassem um pouco antes da chegada. E aquele tempo em ríamos com o Chaves nas tardes chuva, em que não íamos à aula.

Aquele tempo bom em que eu comia bolinho de chuva sem medo de engordar e que brigava pelo controle remoto da Tv, achando que aquilo era a pior coisa do mundo. E ainda as vezes que podíamos brincar até escurecer, por que a noite era perigosa.

Que fazer os “temas” era primordial para ir brincar e que eu escutava Roberto Carlos no disco de vinil com o pai todos os domingos, ao acordar. E depois nós dois saíamos de moto para ir buscar o jornal de domingo e eu sempre ganhava um gibi da Mônica e uma revistinha de pintar. Meus domingos eram tão felizes com aquelas revistas, pintava e mostrava para todo mundo, a mãe e o pai diziam que era lindo. Rabiscos coloridos bonitos.

Depois do almoço eu ainda gostava de olhar o Faustão, achava divertidas as “cacetadas”. E de tarde nós sentávamos na frente pra eu andar de bicicleta. Minha primeira bicicleta rosa de rodinhas. Linda.

Fora os domingos que íamos para o Clube de Piscina, o pai e mãe faziam churrasco e eu brincava de vôlei e na piscina dos pequenos. E as vezes que tinha que sair do colégio e ir para casa da vovó, para não ficar sozinha em casa, que suplício. E ainda quando na ida para o colégio tinha que pegar lanche na vovó e eu não gostava dos sucos dela por que ela colocava muito açúcar. Mas estar lá, na vovó era o paraíso, tudo podia!

E mais tarde na fatídica pré-adolescência quando nós, eu e Yna íamos até o São Patrício e ela perguntando se o cabelo dela tava bem. E eu sempre dizia que estava. E estava mesmo. Só que antes de entrar na aula, ela tinha que ir no banheiro para conferir. E ainda Quando a vó (aí já não mais vovó) acobertava nossas indiadas.

E agora? Não tem mais os domingos com o Roberto Carlos no vinil, as tardes no clube ou com Chaves. Quero e prefiro sempre a companhia do pai e da mãe quando saio, tanto que o último carnaval fizemos juntos. Não como mais bolinhos de chuva, sem me arrepender depois, não ando mais de bicicleta. Nem passo mais pelo cabide das jaquetas jeans, quero mais é casacos compridos que esquentem de verdade que sirvam para todo inverno. Não faço temas, faço coisas bem mais complicadas. Não brigo por controle remoto com meu irmão, aliás nem brigo mais com ele. Hoje a noite é melhor coisa do mundo, não tenho medo nenhum.

Mas em compensação trabalho no que gosto, continuo sendo insubstituível para alguns e nem tanto para outros, faço minhas coisas como gosto, e levo todos aqueles ensinamentos que agreguei há alguns anos atrás.

Tenho coisas que não valem nada e outras com valor inestimável. Não levo nem de longe aquele ditado de “faria tudo igualzinho novamente se pudesse voltar atrás”, eu não faria não, mudaria muita coisa, evitaria tristezas e que algumas pessoas entrassem na minha vida. Mas a base de tudo está mantida e o barato mesmo é olhar para trás e ter do que ser orgulhar e ainda melhor, olhar para frente e ter um mundo inteiro pra pintar, pode não ser tão fácil como pintar aquele livrinho com aquela caneta colorida dos meus sete anos, mas é tão divertida quanto. Tão minha quanto aquela.

Um comentário:

Tiago disse...

Essa foi Maraaaaaaaaa!!!!!
Bateu a saudade do tempo que eu era pequeno. hauahauaha
Beijaoo